Paris é a capital e a mais populosa cidade da França, bem como a capital da região administrativa de Île-de-France. A cidade se situa num dos meandros do Sena, no centro da bacia parisiense, entre os confluentes do Marne e do Sena rio acima, e do Oise e do Sena rio abaixo. Como a antiga capital dum império extendido pelos cinco continentes, ela é hoje a capital do mundo francófono.A posição de Paris numa encruzilhada entre os itinerários comerciais terrestres e fluviais no coração duma rica região agrícola a tornou uma das principais cidades da França ao longo do século X, beneficiada com palácios reais, ricas abadias e uma catedral. Ao longo do século XII, Paris se tornou um dos primeiros focos europeus do ensino e da arte. Ao fixar-se o poder real na cidade, sua importância económica e política não cessou de crescer. Assim, no início do século XIV, Paris era a mais importante cidade de todo o mundo ocidental.No século XVII, ela era a capital da maior potência política europeia; no século XVIII, era o centro cultural da Europa, cuja efervescência durante o Iluminismo lhe permite ainda hoje carregar o título de Cidade Luz; e no século XIX, era a capital da arte e do lazer, a Meca da Belle Époque. Sua arquitetura, seus parques, suas avenidas e seus museus fazem-na, pelo ano de 2004, a cidade mais visitada do mundo francófono, com cerca de 25 milhões de turistas, aproximadamente 500 000 a mais do que em 2003, segundo a Secretaria de Turismo e de Congressos de Paris. Paris reste la première ville visitée au monde, article du 12-01-2005 de la revue L'Écho Touristique. As margens parisienses do Sena foram inscritas, em 1991, na lista do Património Mundial da UNESCO.Paris é a capital económica e comercial da França, onde os negócios da Bolsa e das finanças se concentram. A densidade da sua rede ferroviária, rodoviária e da sua estrutura aeroportuária — um hub da rede aérea francesa e europeia — fazem-na um ponto de convergência para os transportes internacionais. Essa situação resultou duma longa evolução, em particular das concepções centralizadoras das monarquias e das repúblicas, que dão um papel considerável à capital do país e nela tendem a concentrar ao extremo todas as instituições. Desde os anos 60, os governos sucessivos têm desenvolvido políticas de desconcentração e de descentralização a fim de reequilibrar o país.Abrigando numerosos monumentos, por seu considerável papel político e econômico, Paris é também uma cidade importante na história do mundo .Símbolo da cultura francesa, a cidade atrai quase trinta milhões de visitantes por ano, ocupando também um lugar preponderante no mundo da moda e do luxo.Em 2006, a população intra-muros (dentro do limite dos antigos muros) de Paris era de habitantes pelo recenseamento do INSEE. Insee, population légale au 1 janvier 2006. Porém, ao longo do século XX, a área metropolitana de Paris, se desenvolveu largamente fora dos limites da comuna original. A Grande Paris é, com seus 11 769 433 habitantes, INSEE Résultats du recensement de la population 2006 uma das maiores aglomerações urbanas da Europa e da União Europeia. Com um PIB de US$ 164 000 000 000, Le PIB de Paris en 2008 - INSEE Paris é um ator econômico europeu de primeira grandeza. Ela está no coração da Île-de-France — primeira região econômica européia.
Etimologia
O nome de Paris vem do povo gaulês de origem celta que se chamavam Parisii, ou parísios. A palavra Paris se deriva do nome latino para a cidade, Lutetia Parisiorum ( Lutécia dos Parisii). Não se conhece por certo a origem do nome dos Parisii. Esse povo deu seu nome também a Villeparisis, Cormeilles-en-Parisis, Fontenay-en-Parisis e à região toda de Parisis (atual Pays de France). Na época dos romanos, atestava-se a existência dos Parisii também no condado de East Riding of Yorkshire, na Inglaterra.
Termas romanas embaixo do [[Quartier Latin.]]A falta de dados caracteriza o conhecimento do período desde a dita ocupação pré-histórica até a época galo-romana. A única certeza é de que os Parisii são os mestres da região quando chegam as tropas de César, em 52 a.C., que a renomeiam como Lutetia (Lutécia). Os Parisii haviam-se submetido a Vercingétorix para lutar contra os invasores romanos, porém sem sucesso. Ainda não se sabe com precisão onde ficava o assentamento gaulês: île de la Cité (hipótese hoje muito disputada), île Saint-Louis, ou alguma outra ilha que hoje se acha anexada à margem esquerda do Sena, ou até mesmo Nanterre.Le Monde du 24/02/2004 - La découverte d'une cité gauloise à Nanterre remet en cause la localisation de Lutèce sur l'île de la Cité Le Monde, 24/7/2008, Lutèce, ville fantômeA cidade romana foi construída, segundo um mapa de grade ortogonal datado do século I, sobre a margem esquerda. Lutécia, como a chamavam os romanos, provavelmente não tendo mais que cinco a seis mil habitantes em seu apogeu, não era mais que uma vila modesta do mundo romano. Compare-se ela com Lugdunum, capital das três Gálias (uma das quais a Gália Lugdunense , que englobava a região da Lutécia), que contava, no século II, com a habitantes.Amable Audin, Lyon, miroir de Rome dans les Gaules, Résurrection du passé, Fayard, 1965, p. 133 Mesmo assim, Lutécia contava com um fórum, palácios, banhos, templos, teatros, e um anfiteatro.Segundo a tradição, a vila foi cristianizada por São Denis, martirizado no ano 272. Durante o Baixo Império, a Lutécia foi afetada pelas grandes invasões e a sua população se refugiou na île de la Cité, fortificada com pedras recuperadas de grandes edifícios arruinados. Contudo, desde o século IV, a existência de assentamentos exteriores à muralha é atestada, e a vila retoma o nome do povo do qual ela é a capital, os Parisii. Mémoires de la Société nationale des antiquaires de France - 1875 - Ammien Marcelin nomme Lutèce sous le nom de Parisii à la fin du IV siècleEm 451, a Santa Genoveva, futura padroeira da cidade, será quem conseguirá convencer os habitantes a não fugir diante dos Hunos de Átila, que são repelidos efetivamente sem combate.p. 11-14.
Idade Média
Mapa reconstituído de Paris do ano 1223.O rei Clóvis I fez de Paris a capital do Reino dos Francos por volta de 506. Aí ela permanece até pelo menos o início do século VII. No século VI, a Igreja de Saint-Gervais é o primeiro lugar de culto implantado sobre a margem direita — sinal de que a cidade se expande.p. 14-15.Os Vikings, chegando em seus dracares de mínimo deslocamento, pilham pela primeira vez em 845 a cidade abandonada por seus habitantes. As suas incursões se prolongam até o início do século X, e os seus assaultos só se mitigaram com o Tratado de Saint-Clair-sur-Epte concluído em 911.p. 101-104.Os Capetos, que reinam a partir de 987, preferem Orléans à Paris, uma das duas grandes vilas do seu domínio pessoal. Hugo Capeto, apesar da sua residência na île de la Cité, lá pouco se delonga. Roberto o Pio a visita com muita frequência. A cidade se torna um importante centro de ensino religioso desde o século XI.p. 22. O poder real se fixa progressivamente em Paris, que volta a ser a capital do reino, a partir de Luís VI ( 1108- 1137) e mais ainda sob Filipe Augusto ( 1179– 1223), que a cercou com uma muralha.O comércio enriquece Paris a qual tira vantagem da sua posição na convergência de grandes rotas comerciais. O trigo entra pela Rue Saint-Honoré; os tecidos do Norte pela Rue Saint-Denis e o pescado do Mar do Norte e da Mancha pela Rue des Poissonniers. A importância do seu mercado, junto com a feira do Lendit em Saint-Denis, demanda uma praça num lugar menos abarrotado do que a île de la Cité: Luís VI a instala em cerca de 1137 no lugar chamado "Les Champeaux" (as campinazinhas); os Halles de Paris (Mercado Municipal) lá permaneceriam por mais de oito séculos. Coleção das ordenanças do preboste dos mercadores de Paris, 1416, por Carlos VI.Em 1163, o bispo Maurice de Sully empreende a edificação da Catedral de Notre-Dame de Paris sobre a île de la Cité. A importância da cidade aumenta, tanto no plano político como no financeiro e comercial. Os órgãos centrais do governo dela fazem a sua sede, e o desejo do rei de melhor controlá-la não deixa que ela usufrua duma carta comunal. Apesar disso, ele lhe concede os privilégios de "burgo do rei" e consente favores a " hansa" (ou " guilda") dos mercadores fluviais. Em 1258, Saint-Louis tira o preboste das mãos dos mercadores e a confia a um amigo, Étienne Boileau. Em 1263, a hansa dos mercadores elege uma primeira municipalidade composta dum preboste de mercadores e de quatro vereadores. Assim se estabelece um sistema de dupla autoridade entre a cidade e o poder real.p. 32.Por volta de 1328, a população parisiense é estimada em habitantes, o que a faz a cidade mais populosa da Europa. King's College, London - Population of Londonp. 31. Mas em 1348, a Peste Negra dizima a população. No século XIV, a muralha de Carlos V ( 1371– 1380) engloba o conjunto dos atuais 3º e 4º arrondissements e se estende do Pont Royal à Porte Saint-Denis. A fortaleza do Louvre no início do [[século XV do manuscrito iluminado Livro de horas, Les très riches heures du duc de Berry, mês de outubro.]]Durante a Guerra dos Cem Anos, o descontentamento popular nutre a ambição do preboste dos mercadores, Étienne Marcel, provocando a grande ordenança de 1357 e em seguida o primeiro grande levante popular da história de Paris, causando novas rupturas entre o rei e a cidade.p. 35-41. Os reis desde então deixam de residir no centro da cidade, preferindo primeiro o Hôtel Saint-Pol (destruído por ordem de Carlos VI após o Bal des ardents), depois o Hôtel des Tournelles, donde se pode mais facilmente escapar em caso de tumulto. Em 1407 (logo após o assassinato de Luís d'Orleães), estoura uma guerra civil entre armagnacs e bourguignons que dura até 1420.p. 47-52. A cidade passa para o campo dos bourguignons em setembro de 1411.Paris termina arruinada pela Guerra dos Cem Anos. Joana d'Arc, em 1429, falha na sua tentativa de liberá-la dos ingleses e de seus aliados bourguignons. Carlos VII e seu filho Luís XI tem ressalvas contra a cidade e fazem questão de não residir nela, preferindo o Vale do Loire. Sua população cresce entre 1422 e 1500, contando de cem mil a cento-e-cinquenta mil almas. Uma modesta expansão económica é retomada em meados do século XV, mas a cidade sofre com a ausência da Corte. Paris se transforma numa cidade administrativa e judiciária.p. 54-56.
Idade Moderna
A Renascença, marcadamente presente na corte real residente no Vale do Loira, consequentemente não beneficia muito Paris. Apesar do seu afastamento, a monarquia se inquieta com a expansão desordenada da cidade. A primeira regulamentação urbanística é decretada em 1500 à propósito da nova ponte de Notre-Dame, sobre a qual se construíram casas uniformes de tijolo e pedra com o estilo Luís XII.p. 244Em 1528, Francisco I fixa oficialmente a sua residência em Paris. A irradiação intelectual cresce: ao ensino universitário (teologia e artes liberais) se ajunta um ensino moderno voltado para o humanismo e as ciências exatas segundo os desejos do rei, no Collège de France. Sob o seu reino, Paris atinge a marca de habitantes e permanece como a maior cidade do ocidente. História e evoluçãoMapa de Paris em 1787 por Brion de la Tour.Em , sob Carlos IX, se organisa o massacre da noite de São Bartolomeu. Contam-se dentre duas mil e dez mil vítimas.p. 60. A Liga católica francesa, particularmente forte na capital, se ergue contra Henrique III durante o Dia das Barricadas em 1588. Ele foge antes de fazer cerco à cidade.p. 62-64. Após o seu assassinato, o cerco é mantido por Henrique de Navarra, coroado como Henrique IV. A cidade, apesar de arruinada e faminta, não lhe abre as portas até 1594 após a sua conversão — ocasião na qual ele cunhou a célebre porém apócrifa citação "Paris vaut bien une messe." (Por Paris, vale a pena ir à uma missa).O Dia das Barricadas de 1648 marca o início da Fronda, a qual provoca uma severa crise económica e uma atmosfera de desacato ao rei vis-à-vis a sua capital.p. 68-73. Apesar duma alta taxa de mortalidade infantil, a população atinge a marca de habitantes graças à imigração das províncias. Paris é uma vila paupérrima onde reina a falta de segurança. O bairro da lendária corte dos milagres (assim chamada porque os indigentes e enfermos do dia desapareciam após passar-se a noite, como por milagre) é progressivamente esvaziada a partir de 1656 pelo tenente-general de polícia Gabriel Nicolas de la Reynie.Historia thématique n°107 mai-juin 2007, page 20 : « La Reynie somme les habitants de la cour des miracles de déguerpir sous peine de pendre les douze derniers. »Luís XIV escolhe Versalhes como residência em 1677, antes de para lá mudar a sede do governo em 1682. Colbert toma em sua mãos a gestão parisiense e faz as idas e vindas entre Paris e Versalhes. Durante o seu reino, o Rei Sol não foi mais que vinte-e-quatro vezes à Paris, essencialmente só para marcar presença em cerimônias oficiais, numa mostra de hostilidade da qual não gostam muito os parisienses.p. 74-78.No século XVIII, Versalhes não tira de Paris a preeminência intelectual; pelo contrário, ela se torna uma chama revolta a se alimentar das ideias iluministas. É esse o período dos salões literários, como aquele de madame Geoffrin. Os anos setecentos é também um período de forte expansão económica a qual permite um importante marco demográfico: a vila chega a Démographie de Paris habitantes às vésperas da Revolução Francesa.Em 1715, o regente Filipe d'Orleães abandona Versalhes pelo Palais Royal. O jovem Luís XV se instala no Palácio das Tulherias, assim fazendo um efémero retorno da realeza à Paris. Desde 1722, Luís XV volta ao Palácio de Versalhes, rompendo a frágil reconciliação com o povo parisiense.p. 78-81A cidade de então se estendia mais ou menos sobre os seis primeiros arrondissements atuais, com o Jardin du Luxembourg marcando a fronteira ocidental da cidade. Luís XV começa a se interessar pessoalmente pela cidade em 1749, que é quando ele decide reformar a praça Luís XV (atual Praça da Concórdia), criar a escola militar em 1752,Jean Favier, Paris, ''2000 ans d'histoire, p. 195-196 e sobretudo construir uma igreja dedicada à Santa Genoveva em 1754, melhor conhecida atualmente como Panteão.Jean Favier, Paris, 2000 ans d'histoire, p. 492-493
A Revolução Francesa e o Império
A Tomada da Bastilha em .É em Versalhes que começa a Revolução Francesa com a convocação dos Estados Gerais e depois com o Juramento do Jogo da Péla. Mas a crise económica (em especial, o preço do pão), a sensibilidade aos problemas políticos nascida da filosofia iluminista, e o rancor por ter o poder real abandonado a cidade por mais de um século, dão aos parisienses uma nova orientação.p. 97-98. A tomada da Bastilha em , ligada à insurreição dos artesãos do subúrbio Saint-Antoine, é a primeira etapa disso. Em , o astrónomo Jean Sylvain Bailly recebe no Hôtel de Ville o cargo de primeiro prefeito de Paris. Em 5 de outubro, um levante desencadeado pelas mulheres nos mercados parisienses chega a Versalhes ao anoitecer. Às 6 da manhã, o castelo é invadido e o rei é obrigado pelos populares a fazer residência em Paris no Palácio das Tulherias e de lá convocar uma Assembleia constituinte, a qual se instala em 19 de outubro na Salle du Manège das Tulherias.p. 406-418.Em faz-se a Festa da Federação no Campo de Marte. Nesse mesmo lugar, a ocasião será menos festiva quando, em , ele servirá de palco para um fusilamento.Declaram-se os bens da Igreja Católica e da Coroa como bens nacionais, de propriedade do governo revolucionário. Dentre eles, destacam-se o convento cordelheiro e o convento jacobino, tomados em maio de 1790, que constituiriam o coração da Paris revolucionária; isto demonstra o poder absoluto dos clubes parisienses sobre o curso da Revolução.p. 418-424.Na noite de , uma "comuna''" revolucionária toma posse do Hôtel de Ville. No dia 10 de agosto de 1792, a multidão cerca o Palácio das Tulherias com o suporte do novo governo municipal. O rei Luís XVI e a família real são encarcerados na Tour du Temple. A monarquia francesa é de fato abolida. Após as eleições de 1792, os representantes da Comuna de Paris, ultra-radicais, se opõe à Convenção Nacional dominada pelos Girondinos, os quais representam a opinião mais moderada da burguesia provincial; a Convenção girondina é dispersada em 1793.p. 424-430.9 de Termidor do ano II.">9 Termidor">9 de Termidor do ano II.Os Parisienses vivem então sob dois anos de racionamento. O Terror reina com o espectro do Comitê de Salvação Pública. Os policiais de Paris, sob a autoridade do prefeito, se entregam à tarefa de encarcerar todos os que restam na cidade dentre os nobres, os ricos burgueses, os padres e os intelectuais. É por essa razão que o prefeito de Paris ainda é até hoje o único de toda a França a ser proibido de exercer qualquer poder de polícia. Decreto de 12 de messidor do ano VIII ( 1 de julho de 1800) que regulamenta as atribuições do Prefeito de Polícia de Paris Disposições relativas à cidade de Paris na página 3 do documento Em 21 de janeiro de 1793, Luís XVI é guilhotinado na praça Luís XV, rebatizada como "Praça da Revolução". Ele é seguido no cadafalso em somente algumas semanas por pessoas, dentre as quais Maria Antonieta, Danton, Lavoisier e finalmente Robespierre e seus partidários após o dia 9 de Termidor do ano II ().p. 430-435.A Revolução não é um período favorável ao desenvolvimento da cidade (poucos monumentos são edificados), a qual não tem mais que habitantes em 1800. Numerosos conventos e igrejas são arrasados e dão lugar a loteamentos não-planejados, resultando numa redução dos espaços verdes da cidade e numa densificação do centro. Sob o Diretório, imóveis esplendorosos, de estilo neoclássico, são erguidos.Em 1806, Paris já havia compensado as perdas sofridas durante a Revolução e contava com habitantes; Demografia de Paris essa progressão é sobretudo o efeito da imigração das províncias, visto que continua débil a taxa de natalidade. Após meados do século XVIII, a cidade é ultrapassada por Londres em plena expansão económica e demográfica, chegando a habitantes.p. 436-442. Em , Napoleão Bonaparte, o qual tomara o poder em 1799, é sagrado imperador pelo Papa Pio VII na Catedral de Notre-Dame. Ele decide estabelecer em Paris a capital do seu Império.
Da Restauração à Comuna de Paris
Pissarro a partir do atual Hôtel du Louvre">Camille Pissarro">Pissarro a partir do atual Hôtel du LouvreA queda do Império em 1814- 1815 traz à Paris os exércitos ingleses e cossacos que acampam nos Champs-Élysées. Luís XVIII, de retorno do exílio, reentra em Paris, lá faz-se coroar e se instala nas Tulherias.Luís XVIII e Carlos X, e depois ainda a Monarquia de Julho pouco se preocupam pelo urbanismo parisiense. O proletariado trabalhador, em forte expansão, se amontoa miseravelmente nos bairros centrais os quais, com mais de habitantes por quilómetro quadrado, constituem severos focos de epidemia; a cólera em 1832 faz vítimas. Em 1848, o destino final de 80 % dos mortos é uma fossa comum, e dois terços dos parisienses são pobres demais para pagar impostos. A massa empobrecida do povo, negligenciada e desgastada, está no clima ideal para repetidas revoltas que o governo não consegue nem prever, nem vencer: as barricadas causam primeiro a queda de Carlos X durante as Revoluções de 1830 e depois a de Luís-Filipe em 1848. A sociedade da época é abundantemente descrita por Balzac, Victor Hugo e Eugène Sue.Durante esse período, a cidade acelera o seu ritmo de crescimento até alcançar o Mur des Fermiers Généraux. Entre 1840 e 1844, a última muralha de Paris, chamada Enceinte de Thiers, é construída sobre o local atual do boulevard périphérique. No coração da cidade, a Rue Rambuteau é aberta.p. 452-510.Com a chegada do Segundo Império, Paris se transforma radicalmente. Duma cidade de estrutura medieval, de construções antigas e insalubres, e praticamente desprovida de grandes eixos de circulação, ela se torna em menos de vinte anos uma cidade moderna. Napoleão III tinha ideias precisas sobre urbanismo e habitação. A Paris dos dias de hoje é por isso antes de tudo a cidade de Napoleão III e de Haussmann. Haussmanniano">Georges-Eugène Haussmann">HaussmannianoEm , uma lei permite que Paris anexe várias comunas vizinhas.Belleville, Grenelle, Vaugirard e La Villette foram totalmente absorvidas; Auteuil, Les Batignolles-Monceau, Bercy, La Chapelle-Saint-Denis, Charonne, Montmartre e Passy tiveram a sua maior parte absorvida (a parte situada no exterior das fortificações são reanexadas às comunas vizinhas); assim como os bairros d' Aubervilliers, Bagnolet, Gentilly, Issy, Ivry, Montrouge, Neuilly, Pantin, Le Pré-Saint-Gervais, Saint-Mandé, Saint-Ouen et Vanves A capital francesa passa assim de doze a vinte arrondissements e de a hectares.Essas superfícies incluem a várzea do Sena. As superfícies são respectivamente de ha em 1859 e ha em 1860 caso se desconsidere a várzea do Sena. Fonte: ''Statistique de la France comparée avec les autres états de l'Europe, Maurice Block, Paris, 1860, p.397-399. Após essas anexações, os limites administrativos da cidade serão modificados não mais que ligeiramente, e o crescimento urbano, o qual continua ininterrupto desde o fim do século XIX até o século XX, não será acompanhado duma semelhante expansão das fronteiras da comuna, donde se originaram os " subúrbios".p. 510-517.Durante a Guerra franco-prussiana de 1870, Paris é sitiada por vários meses, mas não é tomada pelos exércitos prussianos. Nessa ocasião, é inventado o correio aéreo, graças aos balões-correio. Recusando o armistício assinado em e em seguida das eleições de fevereiro as quais levam ao poder os monarquistas desejosos de pôr fim à guerra, os parisienses se insurgem em . É o início da Comuna de Paris. A Assembleia monarquista instalada provisoriamente em Versalhes, se embate contra e Comuna entre os dias 22 e 28 de maio, no que se chamou de Semana sangrenta''. Esta permanece até os nossos dias como a última guerra civil que Paris conheceria.p. 518-521.p. 194-204.
Da Belle Époque à Segunda Guerra Mundial
Exposição Universal de 1889.Durante a Belle Époque, a expansão económica de Paris é significativa; em 1913 a cidade possui cem mil empresas que empregam um milhão de trabalhadores. Inovações da Belle Époque Conferência de Marc Giget, Professor de gestão da inovação no conservatoire national des arts et métiers Entre 1900 e 1913, 175 cinemas são criados em Paris, numerosas lojas de departamentos nascem e contribuem para o engrandecimento da cidade luz. Duas exposições universais deixam uma grande marca sobre a cidade. A Torre Eiffel é construída para a Exposição Universal de 1889 (centenário da Revolução Francesa) a qual acolhe 28 milhões de visitantes. A primeira linha do Metropolitano de Paris, o Grand Palais, o Petit Palais e a Ponte Alexandre III são inaugurados à ocasião da Exposição de 1900, a qual recebe cinquenta-e-três milhões de visitantes. A indústria progressivamente se desloca para os subúrbios próximos onde se acha mais espaço disponível: Renault à Boulogne-Billancourt ou Citroën à Suresnes. Essa migração é a origem do "banlieue rouge". Entretanto, certas atividades permanecem fortemente implantadas dentro da cidade intra-muros, em particular a imprensa e a publicação.p. 471-472Da Belle Époque aos Anos malucos, Paris conhece o apogeu da sua influência cultural (notavelmente no entorno dos bairros de Montparnasse e de Montmartre) e acolhe muitíssimos artistas tais como Picasso, Matisse, Braque e Fernand Léger. Adolf Hitler e seus generais com a [[Torre Eiffel ao fundo, depois da Batalha de França durante a Segunda Guerra Mundial.]]Em 1910, a Grande Cheia do Sena provoca uma das mais graves inundações que a cidade conheceria e causa três bilhões de francos em prejuízos.p. 573-574. Durante a Primeira Guerra Mundial, Paris, poupada dos combates diretos, sofre bombardeios A aviação alemã bombardeia Paris, em agosto e setembro de 1914 e tiros de canhão alemães. Esses bombardeios são esporádicos e não constituem nada além duma operação de caráter psicológico.p. 579-592.O Entre-guerras se desenrola sobre um fundo de crise social e económica. O poder público, em resposta à crise de habitação, vota a Lei Loucheur, a qual cria as Habitation à Bon Marché (HBM, habitações de preço social) erigidas no lugar da antiga enceinte de Thiers. Os outros imóveis parisienses são, essencialmente, dilapidadas e constituem focos de tuberculose; a densidade urbana culmina em 1921, Paris intra-muros contando habitantes. Demografia de Paris Paralelamente, loteamentos se desenvolvem por todos os cantos no entorno da cidade, em " banlieues" onde a expansão se faz de modo anárquico, frequentemente em campos abertos sem organização e sem serviços públicos.p. 593-594.Os parisienses tentam retomar a sua preeminência política num contexto de múltiplos escândalos financeiros e de corrupção dos meios políticos.p. 225-226. Em , a manifestação das Juventudes Patriotas contra a esquerda parlamentar se degenera em violência e faz dezessete mortos e mil cento-e-cinco feridos, a que se segue em , uma importante demonstração em favor da Frente Popular conta com quinhentos mil manifestantes.p. 593-611.Liberação de Paris em agosto de [[1944.]]No decorrer da Segunda Guerra Mundial, Paris, declarada como cidade aberta desde a Batalha da França, é ocupada pela Wehrmacht em . Ela é relativamente poupada.Apesar disso, Paris sofre com bombardeios, os quais se multiplicam a partir de 1942. O governo do marechal Pétain se instala em Vichy, e Paris cessa de ser a capital e se torna a sede do comando militar alemão na França (Militärbefehlshaber in Frankreich).p. 613-620. Em , o engenheiro Jacques Bonsergent é o primeiro membro da Resistência a ser fusilado em Paris. Em 16 e 17 de julho de 1942, dá-se o Rafle du Vélodrome d'Hiver, a apreensão de Judeus, a mais massiva na França, tratando-se na maioria de mulheres e crianças.p. 620-628.Ao se aproximarem as tropas aliadas, a Resistência Francesa desencadeia uma insurreição armada em . A Liberação de Paris se faz em 25 de agosto com a entrada em Paris da 2ª divisão blindada do general Leclerc, que comanda ao capitão Raymond Dronne que perfure as linhas inimigas com a sua nona companhia (Régiment de marche du Tchad). O general von Choltitz capitula sem executar as ordens de Hitler demandando a destruição da cidade. ordens de Hitler de destruir ParisJean Favier: Paris, deux-mille ans d'histoire, p. 937 A cidade é relativamente poupada de combates.p. 628-632. Paris é uma das raras comunas da França a ser condecorada com o título de Compagnon de la Libération (Companheiro da Liberação). Ordre de la Libération - Paris
A Paris Contemporânea
O novo bairro de Paris Rive Gauche.Em 1956, Paris se liga à Roma por um laço privilegiado, um forte símbolo da dinâmica de de reconciliação e de cooperação após a Segunda Guerra Mundial. A geminação com Rome Cinquentenário da Geminação Paris-RomaSob o mandato do general de Gaulle de 1958 a 1969, vários eventos políticos se desenrolam na capital. A , uma manifestação em favor da independência da Argélia é violentamente reprimida. Segundo as estimativas, entre 32 e 325 pessoas são massacradas pela polícia, então dirigida por Maurice Papon. L'Express - Les «ratonnades» du 17 octobre 1961 : Retour sur une tragédie A partir de , um importante movimento estudantil surge na Universidade de Nanterre. Ao chegar no quartier latin as manifestações se degeneram em violência. A contestação, tomando forma em um contexto de solidariedade internacional e de emulação (negros e feministas americanos, os "provos" holandeses, a Primavera de Praga, o atentado contra o alemão Rudi Dutschke, etc.) entre idealistas e jovens, embalada por Bob Dylan e sua canção '' The Times They Are a-Changin''', desejando "mudar o mundo", se desenvolve rapidamente numa crise política e social nacional]]. Em 13 de maio, uma imensa marcha popular ajunta em protesto contra a violência policial. Em 30 de maio, uma manifestação de suporte ao governo e ao General de Gaulle reúne um milhão de pessoas, entre a Place de l'Étoile até a Place de la Concorde. Após dois meses de desordem e tumulto, os parisienses votam massivemente em favor do general de Gaulle nas eleições legislativas e a calma retorna.p. 665-668.O sucessor do general de Gaulle, Georges Pompidou se interessa de perto pela capital. Ele emprestou o seu nome ao prédio que abriga o ''musée national d'Art moderne, à bibliothèque publique d'information'' e à via expressa da margem direita. Valéry Giscard d'Estaing, presidente durante a sua gestão, não partilha da sua visão duma modernização radical: ele pôs em causa o projeto previsto para os Halles e interrompe parcialmente o projeto da via expressa. Em 1976, o Estado permite pela primeira vez desde 1871 que a capital tenha autonomia municipal. O gaullista Jacques Chirac é então eleito prefeito. Ele será reeleito em 1983 e 1989. Sob o primeiro mandato do presidente François Mitterrand, uma reforma é adotada pela lei de descentralização de : ela dá a cada arrondissement da capital um prefeito e um conselho municipal próprio e não mais designados pelo prefeito de Paris.p. 668-670.La DéfenseEm 1991, os cais do Sena, desde a Pont Sully até a Pont d'Iéna, são postos na lista de Patrimónios da Humanidade da UNESCO ao título de notável conjunto fluvial-urbano com seus vários monumentos os quais constituem obras-primas da arquitetura e da razão. UNESCO - Paris, rives de la SeineEleito Presidente da República em maio de 1995, Jacques Chirac é substituído por Jean Tiberi cujo único mandato é notavelmente marcado pela exposição de vários escândalos de corrupção e pela divisão da maioria municipal.Em 2001, o socialistaBertrand Delanoë é eleito prefeito. Ele se destaca dos seus predecessores por seu anseio público de reduzir o espaço do automóvel na cidade em benefício dos pedestres e dos transportes públicos. Ele desenvolve a animação da vida parisiense através de grandes manifestações culturais como a Nuit Blanche ou simplesmente lúdicas como a Paris-Plage. Em , Bertrand Delanoë é reeleito prefeito de Paris face a Françoise de Panafieu (UMP).Em novembro de 2005 a França viu-se agitada por conflitos sociais onde o estopim teria sido divergências raciais. Grandes motins populares ocorreram no país, inclusive em Paris e seus subúrbios: eles foram afetados pela desordem e queima de carros à noite, no episódio que ficou conhecido como Outono de 2005.Capital política e intelectual da França, Paris é a sede do governo, das principais administrações, de um arcebispado, de uma Universidade (que congrega a terça parte dos estudantes franceses), de vários museus e bibliotecas. É, ademais, o principal centro industrial e comercial da França, graças à importância do mercado de consumo, à convergência das vias de comunicação e à concentração dos capitais.Paris é a sede das organizações internacionais UNESCO, OECD e Câmara Internacional de Comércio.
Geografia
Topografia
Paris vista do SPOT">satélite SPOTNo coração da Bacia parisiense, Paris está implantada sobre o Sena, onde se situam as duas ilhas as quais constituem o centro histórico da cidade: a île de la Cité ao oeste e a île Saint-Louis ao leste. De lá, ela se estende de forma desigual dum lado e doutro do rio, sendo a superfície ocupada ao norte sobre a margem direita claramente superior (cerca do dobro de área) àquela sobre a margem esquerda ao sul.A Paris intra-muros foi delimitada de fato em 1844 pela Enceinte de Thiers, havendo anexado em 1860 as comunas e bairros encerrados pela mesma muralha. Ela é hoje separada do subúrbio pelo bulevar periférico. Os acessos viários se fazem pelos portões de Paris ou pelas autoestradas e rodovias nacionais que ali se entroncam. O bulevar periférico, uma via expressa urbana de 35 quilómetros, constitui uma fronteira artificial entre a cidade e as comunas limítrofes; a sua cobertura gradual permite à Paris melhor ligar-se à sua periferia. Atelier Parisien d'urbanisme - Les seuils de Paris : étude de l'interface Paris-BanlieueNo exterior do limite do rodoanel, Paris também inclui as zonas onde ficam o heliporto (15º arrondissement) sobretudo as duas zonas arborizadas por Haussmann nas comunas vizinhas antes que fossem anexadas à Paris em 1929: ao oeste, o Bois de Boulogne (846 hectares, 16º arrondissement) e ao leste, o Bois de Vincennes (995 hectares, 12º arrondissement), que trazem o perímetro da cidade a 54,74 quilómetros. Vista dos tetos de Paris a partir do terraço de La Samaritaine.Dum e doutro lado do rio, o relevo apresenta várias formações isoladas de gipsita que formam pequenas colinas. Dimensions Na margem direita: Montmartre (131 metros de altitude), com ponto culminante no Cimetière du Calvaire; Cimetière du Calvaire Belleville (128,5 metros), com ponto culminante na Rue du Télégraphe; Ménilmontant (108 metros); Buttes-Chaumont (103 metros); Passy (71 metros); e Chaillot (67 metros). Sobre a margem esquerda: Montparnasse (66 metros); Butte-aux-Cailles (63 metros); e Montagne Sainte-Geneviève (61 metros).A cidade de Paris com ocupa o 113º lugar dentre as comunas da França metropolitana em área. Por outro lado, a unidade urbana de Paris, como se diz da própria cidade mais a sua aglomeração urbana periférica, cobre uma superfície de reunindo habitantes repartidos, em 1999, dentre 396 comunas da Île-de-France. INSEE - Unité urbaine de Paris (1999)O marco zero das rodovias francesas é simbolizado por um pedestal diante de Notre-Dame.
Hidrografia
O Sena corta a cidade formando um arco, entrando pelo sudeste e saindo pelo sudoeste. Mais de trinta pontes permitem a travessia do curso fluvial.Ela é igualmente atravessada por dois outros cursos d'água: o Bièvre, que vem do sul de Paris, hoje em dia inteiramente subterrâneo; e o canal Saint-Martin, inaugurado em 1825, com comprimento de 4,5 quilómetros. Ele é parcialmente subterrâneo desde a rue du Faubourg-du-Temple até a Bastille e constitui a parte terminal do canal de l'Ourcq, de 108 quilómetros de comprimento, que entra na cidade pelo nordeste. Ele alimenta a bacia de Villette, passa sob a Place de la Bastille antes de se juntar ao Sena num curso acima da île Saint-Louis, após o porto do Arsenal. Um canal dele se divide na bacia de Villette na direção de Saint-Denis, o canal Saint-Denis, de 4,5 kilómetros de comprimento, aberto em 1821. O canal Saint-Denis desagua no Sena rio abaixo, evitando cortar a cidade.p. 748.Vista panorâmica à 180 graus do Notre-Dame (à direita da imagem).">rio Sena depois da Pont Saint-Michel (à esquerda) e de Notre-Dame (à direita da imagem).
Geologia
A Bacia parisiense forma um grande conjunto de estratos sedimentares sucessivos. É um dos primeiros lugares que serviram de objeto duma carta geológica, inspirando homens como Georges Cuvier que firmaram as bases de numerosas teorias em geologia tais como a paleontologia e a anatomia comparada. Constituída há 41 milhões de anos, ela é uma bacia marinha epicontinental em repouso sobre um maciço datando do Paleozoico, nomeadamente, o Maciço de Vosges, o Maciço Central e o Maciço Armoricano. Com a formação dos Alpes, a bacia se deformou mas continuou aberta para o Canal da Mancha e para o Oceano Atlântico. Assim se prefiguraram as futuras bacias fluviais do Loire e do Sena. Ao final do Oligoceno, a bacia parisiense se torna continental.Em 1911, Paul Lemoine mostra que a bacia é composta de estratos dispostos em depressões concêntricas. Mais tarde, os estudos se aprofundaram na coleta de dados sísmicos; perfurações e poços permitiram desenhar cartas sísmicas precisas. Estes mesmos confirmam a disposição dos estratos em depressões concêntricas mas com objetos complexos, como as falhas. As formações do relevo parisiense se situam nos estratos do Mesozoico e do Paleogeno ( era terciária) e foram elaboradas pela erosão.O primeiro estrato datando da era terciária é constituído de aluviões do Sena de época moderna. Os depósitos mais antigos são de areia e de argila datando do estágio do Ypresiano presentes no 16º arrondissement de Auteuil até Trocadéro. Mas o estágio mais conhecido é o Lutetiano, rico em gipsita e em calcário.Ossos do antigo cemitério de Magdeleine. Depositados em 1844 no ossário ocidental e transferidos para as catacumbas em setembro de 1859.O subsolo parisiense se caracteriza pela presença de numerosas pedreiras de calcário, gipsita e pedra de mó. Algumas foram usadas como catacumbas e formam o ossário municipal, do qual uma parte está aberta ao público. O calcário foi explorado até o século XIV sobre a margem esquerda, da Place d'Italie até Vaugirard. Hoje em dia, a sua extração está deslocada mais para o Oise, em Saint-Maximin por exemplo.R. Soyer et A. Cailleux, Géologie de la région parisienne, édition presses Universitaires de France, coll. Que-sais-je ?, 1959, page 94 A exploração da gipsita era muito ativa em Montmartre e em Bagneux.A hidrogeologia é muito influenciada pela urbalização. O Rio Bièvre, pequeno afluente do Sena que um dia modelou toda a margem esquerda, foi coberto no século XIX por razões higiênicas. Numerosos riachos subterrâneos estão presentes no subsolo parisiense, como os de Auteuil, os quais fornecem uma fonte de água subterrânea para a cidade. O riacho albienne é o mais conhecido da região e tem sido explorado por Paris desde 1841 pelos poços artesianos de Grenelle.R. Soyer et A. Cailleux, op. cit., p. 108 et 109.
Clima
Paris tem um clima de tipo oceânico de transição: a influência oceânica é preponderante sobre a influência continental e se traduz em verões relativamente frios (18 °C em média) e invernos amenos (6 °C em média). Há chuvas frequentes em todas estações e um tempo difícil de prever, mas a influência continental faz com que as chuvas sejam bem mais fracas (641 milímetros) do que na costa, independentemente das temperaturas, seja no coração do inverno ou no mais estafante verão. O desenvolvimento urbano provoca uma alta da temperatura assim como uma baixa do número de dias encobertos.
Como todas as grandes metrópoles do planeta, Paris sofre as consequências ambientais ligadas à escalada da sua população e da sua atividade económica. Polluants et sources de pollution Paris é a capital de maior densidade populacional da Europa. Os espaços verdes são poucos e de baixa biodiversidade, apesar dos parques e jardins que tem sido criados no curso das duas últimas décadas a fim de paliar essa carência.Les renards sont entrés dans Paris, Le Monde, 3-4 mai 2009, page 3. A poluição atmosférica e a poluição sonora constituem problemas de saúde pública; por esse motivo, criaram-se redes de monitoramento de poluição.Entrando no domínio das anedotas, Paris possui uma reputação pouco gloriosa em matéria de dejetos caninos. Esses dejetos são considerados como a causa primária da sujeira da cidade pelos habitantes. Baromètre de la propreté 2003
Paris e a sua periferia
Entre 1870 e 1940, a capital da França ganha pouco a pouco um novo rosto: Paris dá lugar à "Grande Paris". A organização administrativa de Paris conheceu sob Napoléon III uma adaptação à evolução demográfica. Mas a cidade permanece restrita somente àquilo que já estava encerrado pela Enceinte de Thiers, a saber, os limites de 1860, sem que a administração evoluísse adiante. Efetivamente, Paris, sobrepovoada, é incapaz de abrigar a significativa imigração provicial. As comunas periféricas absorvem então o excesso da expansão demográfica ligada ao êxodo rural e ao crescimento económico da cidade. A noção contemporânea de " subúrbio" faz a sua aparição. Doravante, fala-se menos de Paris que da região parisiense. Devido a serem os subúrbios até então largamente negligenciados, novos problemas, como o de transportes, neles aparecem. Em 1961, à demanda do General de Gaulle, Paul Delouvrier planifica enfim a evolução urbana e elabora a construção de cinco novas cidades-satélite e da rede de RER (Rede Expressa Regional). Mas essa mudança importante não é acompanhada pela criação duma autoridade unitária — pelo contrário, os três departamentos que englobavam a Grande Paris foram divididos em 1968 em oito (Seine-et-Marne intocado; Seine em Paris, Hauts-de-Seine, Seine-Saint-Denis e Val-de-Marne; e Seine-et-Oise em Essonne, Val-d'Oise e Yvelines). Lei de reorganização da região parisiense, n°64-707, 10 de julho de 1964 Essa divisão pode ter aproximado a administração dos cidadãos, mas dispersa recursos fiscais e competência política. Enquanto que a população da comuna de Paris esteve estagnada por um longo tempo antes de retomar o crescimento nos últimos anos, a população suburbana cresce sem parar desde o fim do século XIX e totalizando na virada do século XXI mais de 80 % da população da Grande Paris.
Bairros belos e "bairros sensíveis"
A geografia social da aglomeração parisiense é decalcada sobre as grandes tendências da cidade dentro dos seus limites intra-muros desenhados durante o século XIX: as classes abastadas se acham no oeste e no sudoeste, nos arrondissements onde mais se ouve falar de crimes do que nos bairros ditos "sensíveis", das classes populares, no norte e no leste. Os outros setores são habitados pelas classes médias, havendo porém exceções ligadas ao sítio e à história de cada comuna: pode-se citar Saint-Maur ao leste e Enghien-les-Bains ao norte, que acolhe uma população ditosa.Os conjuntos habitacionais foram edificados nos anos 1960 e nos anos 1970 a fim de abrigar rapidamente e por um baixo custo uma população em rápida expansão. Uma certa mistura social lá existia originalmente, mas a concessão de propriedade (aberta às classes médias a partir dos anos 1970), a sua tosca qualidade de construção e a sua má inserção no tecido urbano contribuíram para que deles desertassem todos quantos podiam e para ali fosse atraída uma população sem muita escolha: a proporção de imigrantes pobres lá é enorme.Encontram-se os "bairros sensíveis" nos arrondissements do norte, onde raramente se ouve falar de crimes e confusões, dando-se o mesmo no leste,Le gouvernement cible ainsi sa politique de la ville sur certaines « zones urbaines sensibles » (ZUS) délimitées dans ces arrondissements (voir la liste et les plans des ZUS sur le site du ministère de la Ville). notavelmente nas vizinhanças de Goutte d'Or e de Belleville. No subúrbio norte de Paris, os bairros são essencialmente concentrados numa grande partição do departamento de Seine-Saint-Denis e em menor medida ao leste do Val-d'Oise. Outros, mais esparsos, se acham por exemplo no vale do Sena, acima de Évry e de Corbeil-Essonnes (dentro do departamento de Essonne), e abaixo de Mureaux e de Mantes-la-Jolie (dentro do departamento de Yvelines), ou ainda nas cidades-satélite.Em , dois jovens, perseguidos pela polícia, falecem acidentalmente em Clichy-sous-Bois ( Seine-Saint-Denis). Esse evento engatilha as revoltas espetaculares que se propagam rapidamente pelos vários subúrbios pobres através do país. A violência urbana pouco concerne os bairros centrais. As confusões, relatadas pela imprensa de numerosos países, dizem respeito, por um lado, ao estado de revolta latente dentro de certos bairros de população minoritária, tipicamente pobre e mal integrada, e por outro lado, ao sucesso discutível da "política de reintegração regional" em seu esforço para impedir esse conflito. Le Figaro - Des émeutes en 2005, quelles émeutes ?, article du 28 octobre 2006
Ausência de ligações comunitárias
Imóveis residenciais de Neuilly-sur-Seine.A ausência duma organização administrativa gerindo a "Grande Paris", aparte de considerações históricas e políticas, é atualmente um dos maiores problemas da aglomeração parisiense.À consulter : l'étude disponible sur le site officiel municipal de Paris Une histoire croisée de Paris et de ses banlieues.Os limites comunais atuais resultam de tradições históricas, anacrónicas (ou correspondentes a uma topografia que perdeu o significado conforme a aglomeração se fundia). As populações tem, porém, as mesmas necessidades administrativas, as mesmas preocupações económicas e sociais. Todavia, cada comuna é administrativa e fiscalmente independente. A organização das necessidades coletivas (transporte, habitação, etc), que de longe excedem o âmbito comunal ou até o departamental, não tem de fato nenhuma autoridade na escala da aglomeração como um todo. A região Île-de-France compreende a metrópole de Paris, mas não é adequada para a administração dessa zona urbana, visto que 80 % da região ainda é de zona rural.O fisco local é muito concentrado em certas comunas onde há muitas empresas e moradores abastados (caso típico de Neuilly-sur-Seine, na qual o reinvestimento fiscal beneficia uma população das mais ricas da França e numerosas empresas, tudo isso não possuindo mais que 2,8 % das habitações sociais). Le Nouvel Observateur - Logement social : François Fillon vole au secours de Neuilly As comunas de população mais modesta não conseguem ter solvência fiscal sozinhas ( Clichy-sous-Bois é assim uma das comunas mais pobres da França; ela tem o duplo problema de uma população desfavorecida e de recursos fiscais muito limitados, vivendo essencialmente dos repasses fiscais do Estado Libération - Clichy-sous-Bois, des chiffres pour le dire).Essa dificuldade é o que deu origem à Conferência metropolitana da aglomeração parisiense, que se reuniu pela iniciativa da cidade de Paris pela primeira vez na prefeitura de Vanves em , Conférence métropolitaine de l’agglomération parisienne depois que o vice-prefeito Pierre Mansat renovou o diálogo entre Paris e as comunas ao longo do Sena. O presidente da República Nicolas Sarkozy também tratou do problema em seu discurso de , Présidence de la république - Inauguration du Satellite n°3 de Roissy Charles-de-Gaulle criticando o projeto do Esquema Diretor da Região Île-de-France (SDRIF) e apresentando a sua alternativa de repensar "a organização governamental" e criar uma comunidade urbana — significando de fato a visão duma retomada da administração às mãos do Estado, Journal Libération du 28 juin 2007 - Nouveau tour de piste pour le «Grand Paris» Journal 20 minutes - Sarkozy relance le projet d'un « Grand Paris » o que não deixou de provocar numerosas reações dentre os representantes locais da aglomeração. Journal 20 minutes - «Grand Paris» : les élus réagissent Em , Christian Blanc foi nomeado "secretário de Estado a cargo do desenvolvimento da Região da Capital".
Demografia
População
A cidade de Paris propriamente dita possui 2 153 600 habitantes ( 1 de Janeiro de 2005). Isto é um declínio de aproximadamente 25 % em comparação aos dados de 1929, quando a população da cidade chegou a um máximo de 2,9 milhões. Como aconteceu em outras grandes metrópoles européias e estado-unidenses, a população de Paris lentamente migrou para os subúrbios da cidade, embora este processo tenha acontecido de modo menos dramático, em comparação às mesmas metrópoles, como Londres ou Detroit, por exemplo.A atual densidade demográfica da cidade de Paris é de 24 448 hab/ km².
Etnias
Desde a Idade Média, época na qual a cidade era a maior do mundo ocidental, Paris sempre atraiu estrangeiros. Desde estudantes neerlandeses e suecos no século XIV, nacionalistas poloneses e trabalhadores belgas no século XIX, judeus do norte da África e portugueses no meio do século XX aos africanos e asiáticos dos tempos atuais, Paris recebeu levas após levas de imigrantes, que a tornaram uma cidade largamente multicultural e cosmopolita.Do censo de 1999, 19,4% da população de Paris são nativos de outros países que não a França, e 4,2% eram imigrantes recentes, pessoas que não viviam no país antes de 1990.
Os arrondissements de Paris correspondem a uma divisão administrativa que decompõe a comuna de Paris em vinte arrondissements municipais. Estes vinte arrondissements estão distribuídos segundo uma espiral que se desenvolve no sentido dos ponteiros do relógio a partir de um ponto central da cidade localizado no Louvre ( 1º arrondissement).É assim que os números mais baixos correspondem a arrondissements mais centrais e números maiores a arrondissements mais distantes do centro. Cada arrondissement é gerido por um conselho de arrondissement com funcionamento semelhante ao conselho municipal mas com poderes mais limitados.
Grande Arche do [[centro financeiro">Grande Arco de la Défense">Grande Arche do [[centro financeiro La Défense.]]A cidade de Paris é um dos principais centros financeiros, comerciais e industriais do mundo, e a principal não somente da França, bem como de todo o mundo francófono. Com um Produto Interno Bruto superior ao da Austrália, localizam-se em Paris 40% dos quartéis-generais de empresas francesas, possuindo um centro financeiro, La Défense, e a segunda maior bolsa de valores do continente.Sua economia se baseia fundamentalmente na fabricação de maquinarias de todo tipo. Há que se destacar também a produção de artigos de luxo, como a alta costura, as jóias e os perfumes. Outros setores industriais se destacam como o automobilístico, aeronáutico e eletrônico.Paris é uma das principais cidades globais do planeta, ao lado de Londres, Nova Iorque e Tóquio, exercendo grande influência na economia de todo o mundo. Torre Eiffel, o principal símbolo da [[França, assim como um de seus monumentos mais emblemáticos.]] Arco do Triunfo.">Arco do Triunfo (França)">Arco do Triunfo. Basílica de Sacré Cœur.
Turismo
As principais atrações turísticas da cidade são: * A Torre Eiffel - construída em 1889, foi planejada inicialmente para ficar de pé por apenas 20 anos; é considerada atualmente o principal símbolo da cidade. * A avenida Champs-Élysées, uma avenida famosa e muitas vezes cheia de turistas, que significa Campos Elíseos; o motivo do nome foi a sua largura e extensão. Uma das mais largas avenidas do mundo, e uma das mais famosas. * O Centro Georges Pompidou, a atração turística mais visitada da cidade. * O Arco do Triunfo - construído por Napoleão Bonaparte, em 1806, em homenagem às vitórias francesas e aos que morreram no campo de batalha. * O Museu do Louvre - famoso por abrigar o quadro Mona Lisa * O Montmartre - uma área histórica da cidade, onde se localiza a Basílica de Sacré Cœur, e famosa pelo seus cafés, seus estúdios e nightclubs, como o Moulin Rouge. * A Catedral de Notre-Dame - famosa catedral gótica localizada no centro da cidade * O Panthéon - uma antiga igreja, famosa por abrigar os restos mortais de vários franceses famosos. * O Quai d'Orsay - um cais na margem esquerda do Rio Sena. * O Museu da arte e história do Judaísmo * O Museu de Orsay - Museu que reúne importante coleção de arte impressionista e foi, no passado, uma estação de trem. Com a sua desativação, foi quase demolida, mas por protestos foi transformada em museu. * O Cemitério do Père-Lachaise, onde estão enterradas pessoas famosas como Oscar Wilde, Jean-François Champollion, Édith Piaf, Chopin, Allan Kardec ou ainda Jim Morrison. * O Hôtel des Invalides, museu e necrópole militar * La Défense - o centro financeiro de Paris, a oeste da cidade. * O Palácio de Versalhes - localizado na cidade de Versalhes, a maior atração turística do mundo. Construído por Luís XIV para abrigar toda a corte, designava o poder, a glória e a riqueza do Rei Sol (Luís XIV) * Disneyland Resort Paris - Complexo turístico do conglomerado Disney contendo várias opções de entretenimento incluindo dois parques multitemáticos, Disneyland e Walt Disney Studios. Localizado em Marne-la-Vallée (suburbio de Paris) é a atração turística mais visitada da Europa, atraindo 12,4 milhões de visitantes só em 2004. * L'Hôtel de Ville - Sede da prefeitura de Paris. Além de possuir uma arquitetura peculiar francesa, esbanja luxo e riqueza em cada detalhe. * Le Moulin Rouge - Antigo cabaré utilizado para divertimento dos franceses em relação às francesas que ali trabalhavam. Hoje usado como ponto turístico.
Infra-estrutura
Transportes
Thalys com destino para a [[Bélgica, Alemanha e Países Baixos.]]Paris se liga ao resto da Europa por uma moderna rede de estradas rodoviárias (autovias) e por um complexo sistema ferroviário que conta com o TGV (train de grande vitesse, ou trem de grande velocidade).A cidade possui ainda grandes aeroportos dentre eles o Aeroporto Internacional Charles de Gaulle (em francês: Aéroport Roissy-Charles-de-Gaulle) e o Aeroporto de Orly (para voos nacionais e dentro da Europa). Bicicletas do sistema ''[[Vélib'.]]Para se locomover dentro da cidade há o Metrô de Paris (ou Metropolitain) com 16 linhas, sendo o terceiro maior sistema metropolitano da Europa. Integrado ao Metrô há a RER, uma rede ferroviária urbana.Desde o dia 15 de junho de 2007, o viajante ganhou mais uma forma de conhecer Paris. Através do sistema Vélib', é possível alugar bicicletas. Para o lançamento, foram construídas 750 estações, com pouco mais de 10 mil bicicletas. No início de 2008 e com sucesso garantido, outros 250 postos e quase 15 mil bicicletas já eram oferecidos aos "clientes".
A maioria das bibliotecas de Paris são públicas. A Biblioteca Mazarine construída a partir de uma biblioteca particular do cardeal Mazarin, é a mais antiga funcionando desde 1643. A Bibliothèque Nationale de France é repartida em dois locais, um chamado Site Richelieu/Louvois e outro de Site François-Mitterrand (Tolbiac). É uma das bibliotecas mais importantes do mundo com um acervo de mais de 30 milhões de volume.A Bibliothèque historique de la ville de Paris criada em 1871 dedica-se a história de Paris. E a Bibliothèque de cinéma François-Truffaut'' dedica-se ao cinema.
O Museu do LouvreA cidade conta com a maior aglomeração de obras de arte, repartidas em seus múltiplos museus e coleções particulares. Destaca-se o Museu do Louvre que é um dos mais visitados do mundo, em 2006 bateu o record de visitações com 8,3 milhões de pessoas. Este museu possui uma das mais famosas pinturas de todos os tempos, Mona Lisa, de valor incalculável. Outros museus de destaque são o Museu D'Orsay, Museu Nacional de Arte Moderna e o Centro Georges Pompidou. O Museu D'Orsay, construído em uma antiga estação de trem, é principalmente consagrado ao impressionismo. Ópera GarnierFora seus museus de arte, Paris ainda possui o Hôtel National des Invalides (Museu da Armada), o Museu do Ar e do Espaço (MAE) e o musée Carnavalet (consagrado a história de Paris).
Música
Paris possui duas grandes casas de ópera, a Ópera Garnier dedicada ao ballet e a Opéra de la Bastille dedicada a música clássica.
Esportes
Paris foi sede duas vezes dos Jogos Olímpicos em 1900 e 1924. A cidade viu ainda duas finais do mundial de futebol em 1938 e 1998. Embora o tradicional Tour de France nem sempre comece em Paris, é nela que se encerra sempre a prova. E desde 1975, seu encerramento sempre acontece na Champs-Élysées. Paris também é sede do Torneio de Roland-Garros, um dos quatro torneios mais importantes de tênis do mundo.Os principais clubes desportivos de Paris são o Paris Saint-Germain Football Club (futebol, estádio Parc des Princes), Paris Basket Racing (basquete) e Stade français ( rugby).
Bibliográficas
Marcel Le Clère, Paris de la Préhistoire à nos jours, Éd. Bordessoules, 1985, 705 p.
Alfred Fierro, Histoire et dictionnaire de Paris, Éd. Robert Laffont, 1996, 1580 p.
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